OS OLHOS

O poeta e místico Algemo Silesius, diz algo magnífico: “Temos dois olhos. Com um comtemplamos as coisas do tempo, efêmeras que desaparecem. Com o outro contemplamos as coisas da alma, eternos, que permanecem.”

É isso. Temos um olhar que é um fenômeno físico, da luz da retina, que usamos para funções práticas.

Mas também há “segundo olho” que é o olho da imaginação de ternura com as coisas que vemos.

Por exemplo, quando você comtempla um ipê florido, ou uma criança dormindo; mesmo depois que você não está mais adiante da imagem física, aquela imagem poética permanece com você.

Esse olhar é uma experiência de felicidade.

Eu já escrevi isto: Deus é um jeito de ver.

Deus é como os olhos; ninguém vê os próprios olhos; você só consegue enxergar porque seu olho é transparente, porque ele não é visto.

Da mesma forma, ninguém vê Deus, mas nós não O vemos justamente para poder enxergar através Dele, para poder ver a vida através dos olhos do sagrado.

É preciso educar o nosso olhar.

Rubens Alves

Fonte: Livro”Palavras de Poder” – Autor: Lauro Henriques Jr

Comentários encerrados.