SERENIDADE E PACIÊNCIA

serenidade

No sentido de preservar a própria paz, é indispensável nos disponhamos a
manter criteriosa atenção sobre nós mesmos.
O conflito de resultados inavaliáveis pode surgir da explosão de sentimentos
descontrolados; entretanto, não se obtém a paz sem esforço.
Quem acredite no imaginário valor da desinibição despropositada, no
intuito de garantir o equilíbrio próprio, observe a força elétrica desorientada ou o trânsito sem disciplina.
Ninguém possui uma serenidade que não construiu. Daí, o impositivo da
vigilância em nós próprios.
Não se trata de prevenção contra ninguém e sim de auto-governo.
Para semelhante realização, ser-nos-á justo enfileirar certas obrigações
primordiais que se nos mostram por alicerces da consciência tranqüila.
Compreendamos que somos colocados, uns à frente dos outros, a fim de
aperfeiçoar-nos.
Abracemos as iniciativas de concórdia sem esperar que determinadas
pessoas venham a promovê-las.
Pelos erros alheios que claramente nos preocupem, examinemos os nossos
com a sincera resolução de corrigi-los.
Não nos aborreçamos com o trabalho que a vida nos confia, de vez que,
através dele, é que atingiremos a promoção justa na escala de valores da vida.
Nunca nos esqueçamos de que a eficiência não se harmoniza com a pressa,
mas não se fará vista sem apoio da diligência.
Convém lembrar que os nossos ouvidos podem ser transformados em
extintores do mal, todas as vezes em que o mal nos procure.
Aceitemos a realidade de que o próximo não tem a nossa formação e
saibamos respeitar cada criatura na posição em que se encontre.
Em suma, a serenidade não é uma aquisição espiritual que se faça em
toque de mágica e sim, através do trabalho, muitas vezes, duro e áspero da paciência em
ação.

Fonte: Livro: “Calma” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

PRECE A MÃE SANTÍSSIMA

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Mãe Santíssima!…
Enquanto as mães do mundo são reverenciadas, deixa te recordemos a pureza incomparável e o exemplo sublime…
Soberana, que recebeste na palha singela o Redentor da Humanidade, sem te rebelares contra as mães felizes, que afagavam espíritos criminosos em palácios de ouro, ensina-nos a entesourar as bênçãos da humanidade.
Lâmpada de ternura, que apagaste o próprio brilho para que a luz do Cristo fulgurasse entre os homens, ajuda-nos a buscar na construção do bem para os outros o apoio de nossa própria felicidade.
Benfeitora, que te desvelaste, incessantemente, pelo Mensageiro da Eterna Sabedoria, sofrendo-lhe as dores e compartilhando-lhe as dificuldades, sem qualquer pretensão de furtálo aos propósitos de Deus, auxilia-nos a extirpar do sentimento as raízes do egoísmo e da crueldade com que tantas vezes tentamos reter na inconformação e no desespero os corações que mais amamos.
Senhora, que viste na cruz da morte o Filho Divino, acompanhando-lhe a agonia com as lágrimas silenciosas de tua dor, sem qualquer sinal de reclamação contra os poderes do Céu e sem qualquer expressão de revolta contra as criaturas da terra, conduza-nos para a fé que redime e para a renúncia que eleva.
Missionária, salva-nos do erro.
Anjo, estende sobre nós a níveas asas!…
Estrela, clareia-nos a estrada com teu lume…
Mãe querida, agasalha-nos a existência em teu manto constelado de amor!…
E que todas nós, mulheres desencarnadas e encarnadas em serviço na terra, possamos repetir, diante de Deus, cada dia, a tua oração de suprema felicidade:
“- Senhor, eis aqui tua serva, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.

Fonte: Livro: “Mãe” – Espírito: Anália Franco – Médium: Francisco Cândido Xaveir

CONFIANDO E SERVINDO

confiar e servir

Quantas vezes a nave de nossas tarefas é compelida a romper maré alta!…
Não importam dificuldade, ventania, tormenta, ameaça…
Seguir sempre em busca do porto seguro dos nossos objetivos.
Quanto mais nos sustentarmos firmes no domínio da união, mais amplos recursos para a obra a desenvolver.
Urge reconhecer que temos, pela frente, numerosos deveres a cumprir, notadamente no setor da divulgação de nossos princípios.
Nesse sentido é forçoso observar que os agentes da perturbação e da agitação criam o clima adequado ao trabalho que nos compete.
Nunca desanimar, por isso, diante de lutas e desconsiderações, conflitos e empeços.
Abstermo-nos sempre de participação no entrechoque das forças habituadas à sombra e sim aproveitar os momentos de indagação para responder certo.
Lá fora, no plano externo de nossa construção espiritual, que a tempestade ruja e
avance… no entanto que, por dentro de nossa edificação, haja entendimento e luz suficientes a fim de que os caminhos a percorrer se façam claros.
Dificuldades e crises nos oferecem a medida exata do serviço a erguer-se com as
sugestões necessárias para o levantamento do bem.
Que outros arrastem para a arena da discussão e do azedume os temas da inquietação e da intemperança mental.
De nossa parte, estejamos naquela atitude de oração e vigilância, isto é, confiando e servindo em nome do Senhor.

FONTE : Livro: “Mais Luz” – Espírito: Batuíra – Médium: Francisco Cândido Xavier

AÇÃO

Ante o bem a fazer
Não digas: “impossível”.
No amparo aos semelhantes,
Não fales: “nada sou”.
Estende as mãos e serve,
O Céu te escuta e vê.
Lembra a tomada humilde
Comunicando a luz.
Faze o melhor que possas
E o melhor surgirá.
Deus é auxílio em ti.
Age e funcionará.

Fonte: Livro ” Deus Sempre” –  Espírito: Emmanuel – Médium : Francisco Cândido Xavier

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA

Natividade de N. SenhoraA Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.

No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: “Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (…), dirão que nasce (…) para ser Maria e Mãe de Jesus”. (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

Fonte: Evangelho Quotidiano