A QUEM PERDOAR?

 

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Tenho mesmo o direito de não perdoar ?
Tenho mesmo a proposta de não ceder ?
O que faço de mim, enquanto, agindo assim,
Vou aos mercados, shoppings, festas ou templos ?

Não é o outro meu irmão ?
Não é também filho do meu Pai ?
O que ele fez contra mim ?
Destruiu meus sonhos ou meus tormentos ?

Será que Jesus já me perdoou ?
Os séculos que viver seu Nele pensar
Por Ele agir e até complicar
Seu trabalho pelos meus desterros ?

Ah, perdão! Como necessito receber e dar
Quanto me iludo por ele. Quanto me destrono sem ele.
Perdão, condão divino que liberta e que nem sei. E me fecho para a luz.

O perdão que eu der será a ponte daquele que preciso receber.
Mas afinal, o que
É o perdão ? E doação que faço ou portal que abraço, passo e sigo além..

Guaraci de Lima Silveira

Fonte: Revista Espiritismo e Ciência – Texto elaborado por inspiração mediúnica 

EM PREPARAÇÃO

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“Diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração
as escreverei; e eu lhes serei por Deus e eles me serão por povo.” —Paulo.
(HEBREUS 8:10)

Traduziremos o Evangelho
Em todas as línguas,
Em todas as culturas,
Exaltando-lhe a grandeza,
Destacando-lhe a sublimidade,
Semeando-lhe a poesia,
Comentando-lhe a verdade,
Interpretando-lhe as lições,
Impondo-nos ao raciocínio,
Aprimorando o coração
E reformando a inteligência,
Renovando leis,
Aperfeiçoando costumes
E aclarando caminhos…
Mas, virá o momento
Em que a Boa Nova deve ser impressa,
em nós mesmos,
Nos refolhos da mente,
Nos recessos do peito,
Através das palavras e das ações.
Dos princípios e ideais,
Das aspirações e das esperanças,
Dos gestos e pensamentos.
Porque, em verdade,
Se o Céu nos permite espalhar-lhe a Divina
Mensagem no mundo,
Um dia, exigirá nos convertamos
Em traduções vivas do Evangelho na Terra.

 

Fonte: Livro “PÃO NOSSO” – Pelo Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

FOME E IGNORÂNCIA

MSG 0401

Atentos ao Impositivo do estudo, a fim de que a luz do entendimento nos
ensine a caminhar com segurança e a viver proveitosamente, estabeleçamos
alguns confrontos entre a fome e a Ignorância — dois dos grandes flagelos da
Humanidade.
A fome ameniza o corpo.
A Ignorância obscurece a alma.

A fome atormenta.
A ignorância anestesia.

A fome protesta.
A ignorância ilude.

A fome cria aflições imediatas.
A Ignorância cria calamidades remotas.

A fome é crise gritante.
A ignorância é problema enquistado.
Em todos os lugares, vemos o faminto e o ignorante em atitudes diversas.

O faminto trabalha afanosamente na conquista do pão.
O ignorante é indiferente à posse da luz.

O faminto reconhece a própria carência.
O ignorante não se define.

O faminto aparece.
O ignorante oculta-se.

O faminto anuncia a própria necessidade.
O ignorante engana a si mesmo.

Qualquer pessoa pode atender à fome.
Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a ignorância.
Para sanar a fome, basta estender pão.
Para extinguir a ignorância, é indispensável fazer luz.

Valendo-nos, pois, da conceituação que a fome e a ignorância nos sugerem,
concluímos que, na Doutrina Espírita, não nos bastam aqueles amigos que nos
mostrem médiuns e fenômenos, para dissipar-nos a inquietação da fome de
ver, mas, acima de tudo, precisamos dos companheiros valorosos, com atitude
e exemplo, que nos arranquem ao comodismo da ignorância, para ajudar-nos a discernir.

Fonte: Livro “SEARA DOS MÉDIUNS” – Pelo Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier – Mensagem recebida na  Reunião pública de 8/2/1960

OUÇA A VOZ DO SEU CORAÇÃO

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Segundo a sabedoria indiana, o ser humano é uma essência pura e divina que fica, temporariamente, dentro deste corpo físico, para crescer e aprender.
Mesmo dentro de um finito corpo, toda sabedoria e a luz da alma continuam ativos, plenos e acessíveis. No entanto, ao contrário da barulheira e do caos da vida moderna, a alma fala suavemente, comunica-se com paciência, pois é sutil, diáfana e leve.
E dela a voz que vem do coração, um centro de energia que temos dentro do peito. E dali que surgem a intuição, a sabedoria sincera, o conhecimento superior.
A voz do coração é uma metáfora para tudo aquilo que vem desse chacra, ou seja, os sussurros da alma, onde nascem todas as respostas de que precisamos saber para crescer e trilhar nosso caminho. Sua alma sabe os motivos de você estar aqui.
A intuição que se apresenta na voz do coração tem características bem definidas, por isso fique atento para identificá-la. Ela vem sutil, clara, sem drama ou insistência e não fica se repetindo em nossa mente, como faz o medo.
Dentro de nós existem todas as respostas. Para ouvi-las, exercite o desapego e cultive um novo relacionamento com o mundo exterior e também com seus pensamentos. Quando isso ocorre, a mente se acalma e se liberta, e a voz se revela com todo seu esplendor..

Fonte: Autor:Davi Murbach – Satyanatha (iogue e metafísico) – Extraído da Revista Bons Fluídos

 

DISCIPLINA

MSG 0201

Imprescindível compreender a função da luta em nosso aprendizado, quando na peregrinação terrestre, para que a fé e o amor não sejam palavras vazias e inúteis em nossos lábios.
Recordemos que o primeiro favor da proteção divina, a benefício da alma que se candidata à renovação e ao resgate no mundo, expressa-se na prisão corpórea, em que o Espírito, condicionado a leis orgânicas, sofre temporariamente a redução da própria liberdade.
Internado no instituto doméstico, é defrontado não somente pelos afetos que lhe estimulam a caminhada, mas também pelas algemas das aversões profundas que assomam aos laços consanguíneos, liquidando antigos débitos.
E da infância à juventude e da mocidade à velhice fisiológica, a alma é surpreendida de mil modos diferentes por dificuldades e dissabores, aflições e feridas, à conta de lições preciosas que lhe conduzem o entendimento à paz e à sublimação.
Não te iludas, nos dias rápidos com que a experiência humana te favorece.
Aprendamos a recolher pedras e espinhos, como quem sabe que deles surgem o ouro da experiência e as rosas da alegria — riquezas de nossa marcha.
A educação é longo processo de trabalho, entre o dever e a disciplina, em que a dor é sempre a nossa mestra prestimosa e benevolente.
Se esposaste, assim como Cristo, a senda de redenção, ergue o pensamento ao Alto e segue, estendendo o bem.
Não te esqueças de que Ele mesmo, nosso Divino Mestre, não viveu entre os homens sem perseguidores e adversários.
Mas, dos inimigos gratuitos que lhe feriram o coração, fez a moldura sublime para o amor que nunca morre, do qual envia até nós, cada dia, a luz que nos clareia a romagem para a Vida Imperecível e Triunfante.

Emmanuel

Fonte: Livro “MEDITAÇÕES DIARIAS ” – Pelo Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier