SERVIR

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Servir é a grande lei… Todo o Universo ensina
A retê-la por luz que vem da Eterna Chama.
Observa a Natureza… É o Céu que se derrama
Para a glória do Amor como essência divina.

Toda força do bem, por fraca e pequenina,
Não foge de atender na senda que a reclama…
Um só lírio no charco é jardim sobre a lama,
Basta um raio de sol e a furna se ilumina.

Não conserves a vida indiferente, muda.
Desperta e estende as mãos! Alenta, ampara, ajuda,
Semeando na estrada a alegria incorpórea!…

E sonhando, qual verme a trabalhar de rastros,
Remontarás, um dia, à imensidão dos astros,
Para servir com Deus em suprema vitória.

Adolfo Oscar do Amaral Ornellas*

Fonte: Livro “ANTOLOGIA DOS IMORTAIS “ – Ditado por Espíritos Diversos – Psicografado por Francisco Cândido Xavier

(*) Prosador, poeta e teatrólogo, Amaral Ornellas foi, por sete anos consecutivos, secretário da revista «Reformador», órgão da Federação Espírita Brasileira, e membro da Comissão de Assistência aos Necessitados dessa mesma Casa. Vicepresidente do «Grupo Espírita Fé, Amor e Caridade Agostinho», instituição de amparo aos doentes do corpo e da alma. Homem bom e extremamente caridoso, deixou, como médium receitista, um nome benquisto por milhares de beneficiados. Na Diretoria de Estatística Comercial foi funcionário distinto e exemplar. Teatrólogo, escreveu várias peças admiráveis, uma das quais, «O Gaturamo», foi premiada pela Academia Brasileira de Letras. «Em suas poesias» – diz Manuel Quintão, à pág. 181 do Reformador de 1918 –«ele canta serena e dignamente as suas emoções, sem cair em delíquio de exuberância, em malabarismo palavroso.» (Rio de Janeiro, GB, 20 de Outubro de 1885 – Rio de Janeiro, GB, 5 de Janeiro de 1923.)BIBLIOGRAFIA: Poesias (1’ Série) ; Poesias (2ª Série) ; Iluminuras; etc., além de excelentes trabalhos doutrinários em Reformador e outros órgãos espíritas.


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